terça-feira, 12 de maio de 2009

...


Às vezes não encontramos palavras para descrever o estado de espírito que nos encontramos. 
Acho que estou numa situação assim... 
Eu perdi uma parte de mim... De repente, me sinto um pouco vazia. 
Não peço ao universo que me explique todas as coisas que me questiono, 
queria apenas entender uma parte dele, a parte que dá sentido ao meu sacrifício... 
Não ouso reclamar mais nenhuma palavra, isso seria egoísmo da alma, 
apenas queria que tudo isto não fosse tão solitário. 

quinta-feira, 26 de março de 2009

Vida Louca... Vida...


Porque essa vida é louca quando a gente...

... percebe que o rancor se transformou em compaixão.

... beija um beijo que parece que foi feito por encomenda.

... tem um amigo com quem a gente fica mais feliz de ser a gente mesmo.

... descobre que um fantasma do passado ganhou carne e osso. E sente alívio.

... percebe que tava com saudades de coisas que a gente nem conhecia.

... consegue entender o que o universo está querendo ensinar.

... descobre que é importante para certas pessoas e nem imaginava que fosse.

... se surpreende com as próprias atitudes de desapego.

... nota que todo vento trás um cheiro diferente.

... reencontra amigos de infância e parece que o tempo não passou.

... acorda com uma sabiá cantando na janela.

... pensa em uma pessoa e se arrepia inteiro.

... faz força pra sonhar com alguém à noite e acaba sonhando mesmo.

... tem todas as portas do mundo para abrir, mas só quer aquela. É, aquela.

... tem a sensação de que só existem 15 pessoas reais no planeta, que tudo o que acontece envolve estas 15 pessoas, e o resto é figurante.

... encontra as mesmas pessoas todos os dias, e a cada dia elas parecem mais bonitas.

... entende o significado oculto que existe numa bolinha de queijo solitária num prato de salada.

... percebe que aquela paisagem sempre esteve no caminho do trabalho pra casa, a gente é que olhava pra outras direções.

... tem sensações de de jà vu que não passam em dois segundos.

... tira uma foto de uma nuvem às 5 da tarde, e no mesmo dia descobre que aquela pessoa, é, aquela, tirou a mesma foto, de outro ângulo, no mesmo horário.

... nota que desconhecidos sorriem para a gente na rua, e só depois é que percebe que estavam apenas retribuindo o sorriso que a gente nem percebeu que tinha no rosto.

... ama a própria vida mesmo não sendo perfeita.

... ama as pessoas mesmo sem serem perfeitas.

... e ama a gente mesmo, mesmo faltando tanto pra chega lá. É, lá.

... olha pra baixo, e se sente pertencente à terra.

... olha pro céu, e se vê refletido nas estrelas.


sábado, 21 de março de 2009

Meu blog


-Escreve! Cria um blog! Disseram-me um dia!
-Eu?
Pois foi assim que se criou este cantinho de transcrição de emoções várias!...
Foram insistentes, os responsáveis por esta criação. Foram e agradeço-lhes do fundo do coração, dado que me abriram uma porta de um mundo ao qual nunca tinha tido a curiosidade e a coragem de penetrar. 
Confesso que me senti intimidada, pois nunca me tinha dado a escritas, fossem elas quais fossem...
Mas lá comecei!
Sempre li livros de poesia - sempre achei que a poesia é feita por sonhadores e que nada mais seria que isso... Comecei a escrever, timidamente, com a alma posta no teclado. Comecei a ler livros, outros blogs, a falar de escrita, a aprender através do que me era oferecido... Não me sinto escritora, poeta ou algo que se assemelhe... Mas adoro as palavras e os quadros que com elas se podem pintar e quantas pinturas lindas já vi...
Neste meu mundo, algumas vezes tolo, outras sério, outras irado,..., sempre escrevi com os sentimentos que me assolavam na altura. Cantei cantigas de amigo, amor,..., cantei amigos que partiram amores desfeitos, alegrias, tristezas, dores, mágoas, revoltas, frustrações... Sempre cantei com honestidade, talvez com uma exposição demasiada - já me disseram isso...
Ganhei cumplicidades com blogs com quem passei a partilhar o meu tempo ( são tantos...), descobri outros por acaso, muitos tenho para descobrir... Vi textos lindíssimos, poemas excelentes, fotos divinais; sentimentos expressos conforme as características de expressão de cada um.
Nestes meus anos de blog, coisa que nunca pensei ser tão duradoura, li coisas maravilhosas, li comentários que me fizeram e me fazem sorrir ( quantas vezes os revejo com um brilho nos olhos ).
Tenho noção de evolução na escrita, longe da perfeição, longe do desejável, mas estou contente com o resultado.
Escrevo de mim para mim, escrevo-me, descrevo-me, descrevo, mostro-me, denuncio, denuncio-me. Desabafo, alivio as dores e partilho as alegrias...
Tenho-me moldado como a água, tenho experimentado diversas formas de escrever, tenho descoberto uma imensidão de palavras, de escrita, de escrever, de mostrar sentimentos através delas...
Tenho-me deliciado, tenho chorado, tenho rido, tenho estado irada,..., enquanto escrevo.
Tanta coisa que já fiz num pequeno intervalo de tempo.
Pois é... Faz uns modestos anos, este meu blog! E não me esqueci dessa data, não festejei esse aniversário propositadamente porque as duas pessoas que me abriram a porta deste mundo não estiveram presentes nos seus cantinhos e como tal os festejos foram abolidos.
Quero agradecer aos amigos e agradecer pelas vossas presenças, mesmo que silenciosas.
Serei como a água, moldável... Continuarei a ser permeável aos ensinamentos que possam surgir, mas, sobretudo, continuarei a ser eu mesma, deixando no que escrevo os fragmentos das emoções e sentimentos que comigo se encontrarem...

 

segunda-feira, 9 de março de 2009

Memórias inventadas


 Devo eu dizer que minhas memórias inventadas são mais reais que os amores que eu tive. Na verdade não tive muitos amores, sou uma pessoa bem, muito, reservada. Os amores que em minha cabeça aconteceram sempre foram mais fortes do que os reais. Sou complicada. Talvez já tenha perdido chances de amar e de ser amada por fechar portas muito mais rápido do que elas foram abertas. Podemos errar milhões de vezes, até  mesmo por que só se encontra um amor apenas uma vez. Como saber que esse amor é o certo? Nunca saberemos, cabe a nós fazer dos amores os certos e que eles durem enquanto durar, dentro de nós, dentro dos amores, até mesmo fora de nós. O importante é que as pessoas com as quais nos relacionamos sejam felizes, do nosso lado, ou do lado de outrem, mas que sejam felizes onde estiverem. Isso é amar para além das fronteiras, amor puro e sem egoísmo. Abrir mão da posse para ver a pessoa que amamos ser feliz é difícil e dolorido, talvez como apenas seres humanos, demasiado humanos, isso não seja possível e para acontecer tenha que ser exercício de vida diário. Falar sobre amor, amar, é de certo modo complicado pois já não sabemos o que é amar. Alguns diriam que amar é ter o outro, mas para tê-lo seria necessário incorporá-lo, comer da sua carne como diria Fernando Pessoa. Pode ser que amar seja gostar da diferença no outro de tudo aquilo que não somos, mas também pode ser muita coisa e nada. Pode ser apenas gostar do jeito com que o outro sorri, do jeito com que a pessoa amada fica na ponta dos pés, do seu sorriso ao café da manhã, do jeito com o qual ela pode balançar a cabeça ao ouvir uma música. Amar pode estar mais ligado ao gesto simples e espontâneo e que somados constroem um grande amor. Para amar é preciso se entregar e ir deixando o passado, e os fantasmas para trás, e começar um lindo sonho novo, pode ser possível até mesmo recomeçá-lo...


terça-feira, 3 de março de 2009

Sábados à noite...


Onde minh'alma mora, é lei federal que aos sábados é proibido as pessoas ficarem sozinhas. Mas se caso ficar, ela tem direito a uma garrafa de vodca das boas, um papel e uma caneta.

É disso que no fundo as pessoas precisam: Uma melodia nostálgica, uma vodca apática e um amor dissonante...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

" Essas mãos que te afagaram..."


Não entendo porque isso ocorre. Sofremos, choramos, nos magoamos e apreendemos alguns mistérios da vida: Amar. Amando e sentindo o progresso dos sentimentos. Crescemos. Nos decepcionamos muitas vezes. Caímos e levantamos. Podemos saber o caminho menos doloroso para evitar os espinhos quem deixam chagas. Mas não. O amor não se evita. Não tem como evitar a espontaneidade, a vontade de ficar ao lado da pessoa amada, de segurar sua mão, abraçar, escrever uma carta, um recado, escutar como foi seu dia, dizer e proclamar o amor a pessoa que tanto sonhou. O controle remoto não fica em nossas mãos. Fica dentro de nós. Pensar na pessoa amada é pensar na vida. É sentir as maravilhas. É ficar em conexão com o mundo. É acreditar que os dias ficarão mais ricos e iluminados com a sua presença. Seu ser despertou uma chama que estava apagada e que não acreditava mais no Amor. Talvez pelo sofrimento e decepções amorosas. Mas acredite veemente: a entrega é total. A perfeição não existe neste mundo, mas as intenções são as melhores. Confie! Exagero? No estado que me encontro as palavras penetram no papel em branco como respiramos o ar: espontaneamente. Momentos únicos que revelam o amor que fica adormecido, sem mesmo termos a noção da grandeza dos nossos sentimentos. Nos surpreendemos. O medo de amar pode determinar uma vida. O arrependimento pode fulminar um pequeno coração. A palavra 'Pode' se tornar uma chave para a felicidade. Riscos corremos, mas com os pés no chão.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Fugir...


Chego a um ponto de saturação em que se pudesse fugia. Fugia de tudo até encontrar um lugar onde pudesse respirar e conseguir entender quais os atos errados. Não estou bem. Demasiada ambição? Crença ilusória em relação às pessoas?

 

Tudo me escapa por entre os dedos. Aquilo que julguei realizar-me, as pessoas que julguem serem permanentes pilares na minha vida. Tudo se esvai. Nada fica o tempo suficiente para eu o contemplar e dizer que sou feliz.


Como é possível ter situações passadas mal resolvidas quando sou a primeira a debater-me com a defesa do esclarecimento de desentendimentos? Como é possível não ter direito a sentir sem que tenha de passar por provas, por vezes incontornáveis? Como é possível serem mais as vezes que vejo o fracasso naquilo que quero?

 

Não entendo o porquê da força de vontade nem sempre valer de nada. Não consigo lidar com a incapacidade do "querer". Sinto saudade de quando limitava-me a viver sem ter que me debater com a minha constante dispersão de pensamentos.

 

Não adianta dizer que não vou voltar a tentar o que quer que seja na minha vida. Não servirá afirmar que não me envolverei emocionalmente com mais ninguém. Não fará sentido ser convicta a quando de um não voltar a confiar em algo ou alguém.

 

Não.

 

Conheço-me.

 

Continuarei, vezes sem conta, a confiar, a tentar, a gostar, a viver, a voar mais alto do que deveria e provavelmente a cair mais uma vez.


 

sábado, 21 de fevereiro de 2009

...


Ninguem é bom ou ruim por completo. Salvo algumas excessões, acredito nisso. Creio sempre no sol depois de uma manhã chuvosa. E quero acreditar em estrelas numa noite nublada. Talvez não tenha nada disso. Mas, eu quero acreditar.

Do pouco que mereço, ao tanto que quero, não sei até que ponto acreditar. Dizem que: “a fé move (ou seria remove) montanhas”. Ainda tento mover algumas para chegar no pote de ouro.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Mudar...


Senti vontade e necessidade de mudanças... Mas percebi que mudar é algo inerente a todos nós. Mudamos sem perceber.
As vezes temos de nos preparar e aceitar a transitoriedade, ser flexivel e até mesmo ousar...
Não posso segurar o tempo... Ele não espera... É preciso aceitar o ritmo da vida... Grandes mudanças aconteceram, mas não no sentido material da mudança, mas em seu valor... Pequenos acontecimentos que fizeram um rebouliço em minha vida e que fizeram-me nova.

Não quero ter medo... A mudança é um fato.
Hoje aqui, amanhã só Deus sabe. E o melhor que temer, é saber lidar e tirar proveito das experiências vividas.
Não tenho muitas certezas ainda...
Por isso quero me manter aqui... Um estilo mais adequado a essa fase de minha vida, uma fase sem tempo... Cheia de grandes combates, com pitadas generosas de alegria, um pouco de solidão e saudade, mas com muito, muito AMOR.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Refletindo...


Há dias que venho pensando em escrever sobre algo que ouvi do Pe. Fabio de Melo. Ele dizia como é fácil amar as pessoas no momento de dor. E disse algo que me intrigou muito e que me fez refletir e ver que é mesmo a mais pura verdade.É fácil ser amigo no momento da dor, da tristeza, do sofrimento. O outro necessita do seu carinho, do seu apoio, você se compadece, você chora junto. Difícil mesmo é ser amigo no momento da alegria. Porque a alegria do outro incomoda. Ver o outro feliz e realizado causa desconforto a muitos. No sofrimento, o outro é frágil e se sente incapaz e impotente. Na alegria e nas vitórias o outro com seu sorriso nos lábios causa inveja a muitos outros corações.
Se pararmos para analisar o comportamento das pessoas, o nosso, poderemos perceber que Pe. Fabio fez muito bem esta colocação. E a nós cabe sermos amigos de todas as horas, seja na dor do outro ou na felicidade alheia. Há um tempo para tudo e passamos a vida toda perseguindo os momentos felizes, é preciso se alegrar com a alegria do outro. Ele também se esforça e faz por merecer.

Seja amigo na dor e na ALEGRIA.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O Amor...


O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas sílabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba...

domingo, 1 de fevereiro de 2009


A liberdade que eu preciso é estar presa a você.