
Não entendo porque isso ocorre. Sofremos, choramos, nos magoamos e apreendemos alguns mistérios da vida: Amar. Amando e sentindo o progresso dos sentimentos. Crescemos. Nos decepcionamos muitas vezes. Caímos e levantamos. Podemos saber o caminho menos doloroso para evitar os espinhos quem deixam chagas. Mas não. O amor não se evita. Não tem como evitar a espontaneidade, a vontade de ficar ao lado da pessoa amada, de segurar sua mão, abraçar, escrever uma carta, um recado, escutar como foi seu dia, dizer e proclamar o amor a pessoa que tanto sonhou. O controle remoto não fica em nossas mãos. Fica dentro de nós. Pensar na pessoa amada é pensar na vida. É sentir as maravilhas. É ficar em conexão com o mundo. É acreditar que os dias ficarão mais ricos e iluminados com a sua presença. Seu ser despertou uma chama que estava apagada e que não acreditava mais no Amor. Talvez pelo sofrimento e decepções amorosas. Mas acredite veemente: a entrega é total. A perfeição não existe neste mundo, mas as intenções são as melhores. Confie! Exagero? No estado que me encontro as palavras penetram no papel em branco como respiramos o ar: espontaneamente. Momentos únicos que revelam o amor que fica adormecido, sem mesmo termos a noção da grandeza dos nossos sentimentos. Nos surpreendemos. O medo de amar pode determinar uma vida. O arrependimento pode fulminar um pequeno coração. A palavra 'Pode' se tornar uma chave para a felicidade. Riscos corremos, mas com os pés no chão.
