sábado, 28 de fevereiro de 2009

" Essas mãos que te afagaram..."


Não entendo porque isso ocorre. Sofremos, choramos, nos magoamos e apreendemos alguns mistérios da vida: Amar. Amando e sentindo o progresso dos sentimentos. Crescemos. Nos decepcionamos muitas vezes. Caímos e levantamos. Podemos saber o caminho menos doloroso para evitar os espinhos quem deixam chagas. Mas não. O amor não se evita. Não tem como evitar a espontaneidade, a vontade de ficar ao lado da pessoa amada, de segurar sua mão, abraçar, escrever uma carta, um recado, escutar como foi seu dia, dizer e proclamar o amor a pessoa que tanto sonhou. O controle remoto não fica em nossas mãos. Fica dentro de nós. Pensar na pessoa amada é pensar na vida. É sentir as maravilhas. É ficar em conexão com o mundo. É acreditar que os dias ficarão mais ricos e iluminados com a sua presença. Seu ser despertou uma chama que estava apagada e que não acreditava mais no Amor. Talvez pelo sofrimento e decepções amorosas. Mas acredite veemente: a entrega é total. A perfeição não existe neste mundo, mas as intenções são as melhores. Confie! Exagero? No estado que me encontro as palavras penetram no papel em branco como respiramos o ar: espontaneamente. Momentos únicos que revelam o amor que fica adormecido, sem mesmo termos a noção da grandeza dos nossos sentimentos. Nos surpreendemos. O medo de amar pode determinar uma vida. O arrependimento pode fulminar um pequeno coração. A palavra 'Pode' se tornar uma chave para a felicidade. Riscos corremos, mas com os pés no chão.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Fugir...


Chego a um ponto de saturação em que se pudesse fugia. Fugia de tudo até encontrar um lugar onde pudesse respirar e conseguir entender quais os atos errados. Não estou bem. Demasiada ambição? Crença ilusória em relação às pessoas?

 

Tudo me escapa por entre os dedos. Aquilo que julguei realizar-me, as pessoas que julguem serem permanentes pilares na minha vida. Tudo se esvai. Nada fica o tempo suficiente para eu o contemplar e dizer que sou feliz.


Como é possível ter situações passadas mal resolvidas quando sou a primeira a debater-me com a defesa do esclarecimento de desentendimentos? Como é possível não ter direito a sentir sem que tenha de passar por provas, por vezes incontornáveis? Como é possível serem mais as vezes que vejo o fracasso naquilo que quero?

 

Não entendo o porquê da força de vontade nem sempre valer de nada. Não consigo lidar com a incapacidade do "querer". Sinto saudade de quando limitava-me a viver sem ter que me debater com a minha constante dispersão de pensamentos.

 

Não adianta dizer que não vou voltar a tentar o que quer que seja na minha vida. Não servirá afirmar que não me envolverei emocionalmente com mais ninguém. Não fará sentido ser convicta a quando de um não voltar a confiar em algo ou alguém.

 

Não.

 

Conheço-me.

 

Continuarei, vezes sem conta, a confiar, a tentar, a gostar, a viver, a voar mais alto do que deveria e provavelmente a cair mais uma vez.