sábado, 21 de fevereiro de 2009

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Ninguem é bom ou ruim por completo. Salvo algumas excessões, acredito nisso. Creio sempre no sol depois de uma manhã chuvosa. E quero acreditar em estrelas numa noite nublada. Talvez não tenha nada disso. Mas, eu quero acreditar.

Do pouco que mereço, ao tanto que quero, não sei até que ponto acreditar. Dizem que: “a fé move (ou seria remove) montanhas”. Ainda tento mover algumas para chegar no pote de ouro.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Mudar...


Senti vontade e necessidade de mudanças... Mas percebi que mudar é algo inerente a todos nós. Mudamos sem perceber.
As vezes temos de nos preparar e aceitar a transitoriedade, ser flexivel e até mesmo ousar...
Não posso segurar o tempo... Ele não espera... É preciso aceitar o ritmo da vida... Grandes mudanças aconteceram, mas não no sentido material da mudança, mas em seu valor... Pequenos acontecimentos que fizeram um rebouliço em minha vida e que fizeram-me nova.

Não quero ter medo... A mudança é um fato.
Hoje aqui, amanhã só Deus sabe. E o melhor que temer, é saber lidar e tirar proveito das experiências vividas.
Não tenho muitas certezas ainda...
Por isso quero me manter aqui... Um estilo mais adequado a essa fase de minha vida, uma fase sem tempo... Cheia de grandes combates, com pitadas generosas de alegria, um pouco de solidão e saudade, mas com muito, muito AMOR.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Refletindo...


Há dias que venho pensando em escrever sobre algo que ouvi do Pe. Fabio de Melo. Ele dizia como é fácil amar as pessoas no momento de dor. E disse algo que me intrigou muito e que me fez refletir e ver que é mesmo a mais pura verdade.É fácil ser amigo no momento da dor, da tristeza, do sofrimento. O outro necessita do seu carinho, do seu apoio, você se compadece, você chora junto. Difícil mesmo é ser amigo no momento da alegria. Porque a alegria do outro incomoda. Ver o outro feliz e realizado causa desconforto a muitos. No sofrimento, o outro é frágil e se sente incapaz e impotente. Na alegria e nas vitórias o outro com seu sorriso nos lábios causa inveja a muitos outros corações.
Se pararmos para analisar o comportamento das pessoas, o nosso, poderemos perceber que Pe. Fabio fez muito bem esta colocação. E a nós cabe sermos amigos de todas as horas, seja na dor do outro ou na felicidade alheia. Há um tempo para tudo e passamos a vida toda perseguindo os momentos felizes, é preciso se alegrar com a alegria do outro. Ele também se esforça e faz por merecer.

Seja amigo na dor e na ALEGRIA.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O Amor...


O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas sílabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba...